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A DESCOBERTA

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Mensagens populares deste blogue

O CUNHA

O CUNHA     O Cunha anda aí, presumivelmente nado e registado (em data por designar) na freguesia de A-dos-Cunhados, fruto da cunhagem entre compadres e comadres, padrinhos e afilhados, tios e sobrinhos; o Cunha não precisa de laços de sangue para viver, e sobrevive por afinidades; é (c)unha com carne com o amigo do amigo que tem um filho cujo pai é amigo   de não sei quem.   O Cunha é um mafarrico de várias caras, usufrui de múltiplos nomes e bilhetes de identidade, o que o torna numa entidade única. O misterioso Mr. C, já foi sócio de loja famosa em parceria com o compadre Tito; já foi Procurador-Geral desta república (cada vez mais cheia de bananas); já foi maratonista (quando ele era ela entre as melhores atletas da altura); já foi ator, estrela de Revista à portuguesa; é nome de três localidades em Portugal, e cidade no Brasil; e é, atualmente, o braço direito de um dos melhores jogadores de futebol do planeta (há quem diga que o emprego de sonho é, mesmo, ser c...

EM BRANCO

                             EM BRANCO Espaço em branco. Espaço totalmente em branco. Pânico? Nada disso. O espaço em branco é das mais belas coisas criadas pelo Universo; porque é aqui, no espaço em branco, que podes criar as   coisas mais belas que ainda não foram criadas no Universo. Podes moldar, como quiseres e bem te apetecer, a silhueta das palavras; dar-lhes pesos, engordar-lhes o sentido, aumentar-lhes o jogo de cintura, alimentá-las com consistência. É o espaço onde nada acontece –mas tudo pode acontecer, a qualquer instante, num momentâneo lapso de razão, em que a alma e a inspiração tomam conta das ocorrências. No espaço em branco és o criador - o que dá a solução antes mesmo de surgir o problema- o grande arquitecto, o divino, o Deus que já és, e o diabo a quatro. Constróis o mundo,o novo mundo feito à tua imagem e semelhanç...

ESPELHO DE TI

  Já te viste ao espelho, hoje? Já – realmente - tiveste a curiosidade de quedar-te perante um espelho, hoje? Já, a sério? E o que viste? Deixa-me ser eu a dizer o que viste: um fantasma; um cabrão de um fantasma de ti próprio, um egoísta de primeira; um desamado, que, desalmado, percorre o mundo –há anos- à procura de alguém que o desmame nas práticas do verdadeiro amor; uma alma penada, carregada de uma vida penosa- e peneirosa.   Assim mesmo: uma vivência cheia de peneiras, a trabalhar para o físico, a moldar o aspeto, a querer ser um super-eu, em vez de ser (simplesmente) um EU.   E EU – este EU- em boa verdade te escrevo: recomeça tudo. Volta para a cama, aleita-te (e deleita-te) por uns bons cinco minutos – em total abasia. Respira, inspira, expira -inspira-te. Depois, no primeiro espelho que encontrares, olha-te, descobre-te com um ser jucundo. E beija-te. E abraça-te. E lambe-te. Gosta de ti. Acarinha-te: AMA-TE!   Não é imagem, nem reflexo: és TU- o ...